20 de outubro, 2006 - 10h42 GMT (07h42 Brasília)
Um enviado do governo chinês que se encontrou com o líder norte-coreano Kim Jong-Il retornou à Pequim se dizendo otimista com o resultado da reunião.
Tang Jiaxuan, ex-ministro das Relações Exteriores da China, afirmou que sua ida ao país vinzinho “não tinha sido em vão”, embora não tenha dado maiores detalhes da sua conversa com o líder norte-coreano.
O ministro das Relações Exteriores da China, Li Zhaoxing, disse que o encontro de Jiaxuan com Kim Jong-Il tinha sido para tentar convencer a Coréia do Norte a voltar à mesa de negociações.
“Ao menos, a visita serviu para aumentar o entendimento mútuo”, disse o ministro.
Rice
A China, que é a aliada mais próxima da Coréia do Norte, alertou o país vizinho a não levar adiante as intenções de realizar um novo teste nuclear.
Jiaxuan se encontrou com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, que está na China fazendo pressão para que as sanções contra a Coréia do Norte, aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU em resposta ao teste nuclear de 9 de outubro, sejam plenamente implementadas.
Rice está na China como parte de uma viagem à Ásia onde busca apoio contra a Coréia do Norte.
Ela também se encontrou com o ministro das Relações Exteriores chinês, Li Zhaoxing, e descreveu as discussões sobre as sanções contra o teste nuclear norte-coreano como sendo muito “positivas”.
O encontro de Rice com Zhaoxing acontece em meio a rumores de um possível segundo teste nuclear por parte do regime de Pyongyang, com autoridades dizendo que um novo teste seria um “passo natural”.
Contudo, a China teria ameaçado o vizinho com um corte no fornecimento de petróleo no caso da realização de novos testes.
De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, Rupert Wingfield-Hayes, há sinais de que, nos bastidores, a China está começando a endurecer o tom na relação com a Coréia do Norte.