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18 de outubro, 2006 - 12h39 GMT (09h39 Brasília)

Japão e EUA formam aliança por sanções contra Coréia do Norte

O Japão e os Estados Unidos prometeram trabalhar juntos para implementar as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra a Coréia do Norte.

A declaração foi feita em Tóquio pela secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, na primeira parada de sua viagem pela Ásia para buscar apoio às sanções.

Rice visitará também a Coréia do Sul, a China e a Rússia.

Os governos chinês e russo expressaram preocupação com algumas partes do texto da resolução da ONU, que condena o teste nuclear norte-coreano e estabelece as sanções.

Há também o temor de que os testes norte-coreanos estimulem uma corrida armamentista na região.

Defesa

Após se reunir com o ministro das Relações Exteriores japonês, Taro Aso, Rice voltou a ressaltar o comprometimento dos Estados Unidos em ajudar a defender o Japão.

"Eu quero garantir que todos entendam que os Estados Unidos irão agir e cumprir nossas obrigações sob o pacto mútuo de defesa", disse Rice em uma entrevista coletiva conjunta com Aso.

O ministro japonês - que mais cedo havia pedido um debate sobre a possibilidade de o Japão obter armas nucleares - disse que o país não tem planos de possuir, desenvolver ou permitir bombas atômicas em seu solo.

"Nós não precisamos adquirir armas nucleares com a garantia da secretária de Estado Rice de que a aliança bilateral irá funcionar sem falhas", disse Aso.

Ele acompanhará Rice na viagem à Coréia do Sul, nesta quinta-feira.

De acordo com o embaixador americano da Coréia do Sul, Alexander Vershbow, Rice irá pedir para que o governo sul-coreano amplie seu papel na inspeção de navios que entram e saem da Coréia do Norte em busca de armas de destruição em massa.

O governo sul-coreano está relutante em realizar as inspeções por medo de incentivar confrontos navais com os norte-coreanos.

Novos testes

Enquanto isso a comunidade internacional continua preocupada com a possibilidade de a Coréia do Norte realizar um novo teste nuclear.

Há relatos de novas atividades no local onde foi realizado o teste da semana passada.

Tanto o Japão quanto a Coréia do Sul dizem ter informações de seus serviços de inteligência de que um segundo teste possa estar sendo planejado.

A China - país mais próximo do governo norte-coreano - fez um apelo para que a Coréia do Norte não piore ainda mais a situação, resolvendo o atual impasse "através de diálogo e consultas".

Mas a Coréia do Norte não dá sinais de que está cedendo à pressão internacional.

Na terça-feira, a mídia estatal disse que as sanções da ONU são uma "declaração de guerra".