16 de outubro, 2006 - 20h19 GMT (17h19 Brasília)
Os Estados Unidos confirmaram nesta segunda-feira que a Coréia do Norte de fato realizou um teste nuclear na semana passada, como o país asiático vinha afirmando.
O escritório do diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, disse por meio de uma nota que a análise de amostras de ar da região onde foi feito o teste mostraram a presença de partículas radioativas.
Esta é a primeira vez que o governo americano confirma oficialmente que houve uma explosão nuclear na Coréia do Norte na segunda-feira passada.
As amostras de ar foram coletadas no dia 11 de outubro, dois dias depois do teste ter sido realizado.
Segundo teste
Em Tóquio, o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, disse que seu governo tem informação de que a Coréia do Norte estaria planejando um segundo teste nuclear.
Uma autoridade da Casa Branca afirmou que a inteligência americana detectou atividades incomuns próximo ao local onde a Coréia do Norte realizou testes nucleares na semana passada, incluindo a movimentação de caminhões.
Sobre o primeiro teste nuclear da Coréia do Norte, a Secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, fez um alerta ao país para que não realize outra explosão.
“Isso iria aprofundar o isolamento da Coréia do Norte, e eu espero que eles (os norte-coreanos) não realizem tal ato de provocação”, disse.
Rice está iniciando uma viagem que a levará à Coréia do Sul, ao Japão e à China e deve discutir em todos esses países a questão nuclear norte-coreana.
As autoridades americanas dizem que a análise mostra que a explosão foi de menos de um kiloton – menor do que a da bomba atômica lançada pelos americanos sobre a cidade japonesa de Hiroshima em 1945.
Antes dos Estados Unidos, apenas a Rússia havia confirmado a realização do teste, dizendo poucas horas depois do anúncio norte-coreano que tinha “100% de certeza” de que o teste havia sido conduzido.
No sábado, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a adoção de sanções contra a Coréia do Norte por causa do teste que realizou.
No entanto, os países do Conselho ainda discutem como implementar partes da resolução que prevê as sanções.