11 de outubro, 2006 - 19h52 GMT (16h52 Brasília)
O governo dos Estados Unidos anunciou que uma nova força-tarefa irá fiscalizar o embargo imposto contra Cuba no país, zelando para que os que desrespeitarem as restrições sejam punidos.
O promotor federal na Flórida, Alexander Acosta, disse que qualquer pessoa que viaje ou mantenha relações comerciais com Cuba será alvo das represálias.
Quem for considerado culpado corre o risco de pegar uma prisão de até dez anos, além de uma pesada multa.
A força-tarefa incluirá a polícia federal americana (FBI), unidades do Tesouro, da Segurança Interna e do Departamento de Comércio.
“O propósito das sanções é o de isolar economicamente o regime de Fidel Castro e privá-lo dos dólares americanos que ele tanto precisa”, disse Acosta.
Eleições
Mas os críticos do governo dizem que a medida é só uma tentativa do Partido Republicano de se mostrar mais duro antes das eleições parlamentares de novembro e, assim, garantir os votos da numerosa comunidade de cubanos e descendentes que moram na Flórida.
Miami é a capital informal da comunidade cubana exilada nos Estados Unidos, um segmento importante para o voto republicano.
O correspondente da BBC em Miami Emilio San Pedro disse que um discurso duro seria bem-vindo pelos segmentos mais conservadores de uma comunidade que já vê na frágil saúde de Fidel Castro uma oportunidade para promover uma mudança no regime político da ilha.
O embargo a Cuba por parte dos Estados Unidos foi adotado nos anos 60 e ampliado desde então.