09 de outubro, 2006 - 13h44 GMT (10h44 Brasília)
O americano Edmund Phelps recebeu o prêmio Nobel de Economia deste ano.
O prêmio, que vale cerca de US$ 1,4 milhão (pouco mais de R$ 3 milhões), foi dado pela análise da relação que existe entre indicadores econômicos de desemprego e inflação.
A pesquisa de Phelps mostrou que as expectativas de inflação e desemprego influenciam as decisões de governo e empresas, e portanto as tendências em salários e preços.
O estudo do professor contestou uma visão dos anos 60, de que há uma relação negativa e estável entre inflação e desemprego. Phelps é o sexto americano a ganhar o Nobel neste ano.
Atores econômicos
Por telefone, Phelps disse a repórteres em Estocolmo que tentou "colocar as pessoas de volta em nossos modelos econômicos, e considerar particularmente as suas expectativas em relação ao que outros atores econômicos estão fazendo".
O Nobel de Economia é concedido pelo Banco Central da Suécia desde 1969 e tem sido dominado por americanos.
É o único prêmio que não foi criado pelo testamento deixado pelo inventor e empresário Alfred Nobel, há 111 anos.
A Academia Real de Ciências da Suécia declarou que o trabalho de Phelps "aprofunda o conhecimento que temos das relações entre os efeitos de curto e longo prazo das políticas econômicas".
Honra
O professor de 73 anos compõe os quadros da Universidade Columbia, nos Estados Unidos. "Estou começando a me dar conta de que ganhei este prêmio maravilhoso", disse ele.
Desde 1999, o Nobel de Economia não era concedido a um só jubilado.
Ganhadores anteriores do prêmio, concedido desde 1969, foram de assuntos que variavam de como o controle da informação afeta os mercados econômicos até fundamentos de seguridade social usados para explicar os mecanismos que causam fome e pobreza.