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08 de outubro, 2006 - 19h35 GMT (16h35 Brasília)

Forças de segurança matam 30 no sul do Iraque

Tropas americanas e iraquianas mataram neste domingo 30 pessoas suspeitas de participarem de milícias xiitas na cidade de Diwaniya, no sul do Iraque, de acordo com informações do exército dos Estados Unidos.

As mortes aconteceram quando as tropas tentaram prender um militante tido como responsável por assassinatos anteriores, provocando combates entre as forças de segurança e os insurgentes.

Ainda não está claro se os rebeldes fazem parte do grupo leal ao clérigo Moqtada Sadr. De acordo com os insurgentes, apenas três pessoas ficaram feridas.

Um toque de recolher com prazo indeterminado foi imposto na cidade xiita, após a destruição de um tanque americano durante os combates.

Rebeldes lançaram granadas contra as tropas, que invadiram a casa de Kifah al-Greiti, um dos comandantes da milícia Exército de Mehdi, de Moqtada Sadr, segundo informações passadas por um militar iraquiano à agência de notícias AP.

Testemunhas disseram ter visto um helicóptero americano disparando contra a cidade.

“Há um tanque americano em cada esquina de Diwaniya. Ninguém dormiu na cidade na noite passada. A luta está muito forte”, disse um morador de Diwaniya à agência de notícias Reuters.

51 corpos

Em Bagdá, a polícia disse ter encontrado os corpos de 51 pessoas que haviam sido seqüestradas, torturadas e mortas.

Na cidade de Kirkuk, no norte do país, um toque de recolher de 36 horas foi decretado, após uma grande operação de segurança.

Milhares de soldados e policiais iraquianos, apoiados por tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos, realizaram buscas na cidade. Cerca de 180 pessoas foram presas, e armas e munições foram apreendidas.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, as tensões são grandes em Kirkuk, onde curdos, árabes e turcos reivindicam serem “donos” da cidade e das suas terras ricas em petróleo.

Corrupção

Em Bagdá, o parlamento iraquiano aprovou o fim da imunidade de um deputado que está sendo acusado de corrupção.

Misaan al Jubori, que comanda um pequeno partido sunita, está sendo acusado de desviar o equivalente a US$ 75 milhões (cerca de R$ 162 milhões) de fundos que deveriam servir para custear a segurança de oleodutos iraquianos.

As alegações contra Jubori ganharam fôlego no começo deste ano, quando ele foi preso no aeroporto de Bagdá portando centenas de milhares de dólares em espécie.

Acredita-se que Jubori não está no Iraque e que ele deve escapar do processo.

Mas a cassação da sua imunidade parlamentar é vista como um sinal de que o governo iraquiano está combatendo a corrupção.