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06 de outubro, 2006 - 13h14 GMT (10h14 Brasília)

Rússia deporta 130 'ilegais' e aumenta tensão com Geórgia

A Rússia determinou a deportação de dezenas de georgianos em meio à disputa diplomática entre os dois países.

Os georgianos – que seriam cerca de 130 – foram presos em operações da polícia acusados de violar leis de imigração, segundo autoridades declararam à agência Reuters.

Uma porta-voz do ministério das relações exteriores da Geórgia, Nino Kajaia, disse que os georgianos deportados embarcaram rumo à capital do país, Tbilisi, em um aeroporto militar nos arredores de Moscou nesta sexta-feira.

Enquanto isso, segundo a imprensa russa, em Moscou, a polícia pediu às escolas que listassem alunos com nomes georgianos com o objetivo de rastrear possíveis imigrantes ilegais.

As estimativas variam, mas se calcula que cerca de um milhão de georgianos viva atualmente na Rússia. Muitas famílias georgianas dependem das remessas feitas por georgianos no exterior.

Escolas

O porta-voz para o departamento de educação russo, Alexander Gavrilov, criticou a medida e disse que nem todas as escolas receberam o pedido.

"Se a justiça está indo atrás de imigrantes ilegais, é um problema deles, e as escolas não deveriam ser envolvidas nisso sob hipótese alguma", afirmou Gavrilov.

O ministério da educação, no entanto, negou ter feito a solicitação.

O governo russo anunciou ainda um controle maior do transporte e das remessas postais com a ex-república soviética do Cáucaso e tornou mais rígidas as condições para a liberação de vistos a georgianos.

“Intimidação”

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili acusou a Rússia de "intimidação".

Mas o vice-ministro das relações exteriores da Rússia, Alexander Yakovenko, acusou Tbilisi de ter um comportamento "anti-russo".

"A Rússia não quer ser provocada; a Rússia quer ser respeitada. A Rússia quer que a campanha anti-Rússia seja suspensa".

Na Ucrânia, país que teve problemas no relacionamento com a Rússia meses atrás, houve protestos diante da embaixada russa, para que Moscou suspenda a pressão sobre o governo de Tbilisi.