04 de outubro, 2006 - 17h15 GMT (14h15 Brasília)
Os militares americanos no Iraque afirmaram nesta quarta-feira que uma unidade da polícia iraquiana foi suspensa, acusada de cooperar com esquadrões da morte ao não agir contra assassinatos no país.
O anúncio foi feito depois de dois seqüestros em massa realizados por esquadrões da morte no domingo e segunda-feira na capital, Bagdá.
Cerca de 40 pessoas foram levadas em um frigorífico e em uma loja de computadores. Mais tarde algumas foram encontradas mortas.
A unidade da polícia, que tem centenas de policiais, foi acusada de não tomar medidas enquanto os seqüestros ocorriam.
Um porta-voz militar americano disse que a retirada da unidade de Bagdá para um novo treinamento vai melhorar a segurança na cidade.
Líderes sunitas freqüentemente acusam a polícia de cooperar com os esquadrões ao ignorar os seqüestros.
Bombas
Ao menos 13 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nesta quarta-feira em uma série de ataques com bomba em uma movimentada área comercial no sul de Bagdá.
Segundo a polícia, houve ao menos três explosões, que causaram ainda danos a vários edifícios.
A primeira explosão teria sido provocada por um carro-bomba, seguida de duas explosões de artefatos deixados na rua. Cerca de 75 pessoas ficaram feridas.
Funcionários dos serviços de segurança disseram que o alvo dos ataques pode ter sido um comboio de veículos do Ministério da Indústria que estava presente no local.
Porém o ministro da Indústria, Fawzi al-Hariri, disse à BBC que não estava no local no momento das explosões.
Ministros e outros membros do governo são freqüentemente alvos de ataques a bomba e de atiradores no Iraque e precisam de reforço constante para garantir sua segurança.
O local onde ocorreu a explosão é usado por comerciantes para vender equipamentos e peças de reposição para carros.
Os corpos dos mortos podiam ser vistos espalhados pela rua e as dezenas de pessoas feridas esperavam a chegada das ambulâncias deitadas no chão.
Uma mulher chorava sobre o corpo mutilado de seu filho, impedindo que ele fosse retirado pelas equipes de resgate, segundo a agência de notícias France Presse.