04 de outubro, 2006 - 17h45 GMT (14h45 Brasília)
O número de prisioneiros argentinos em greve de fome aumentou para 12 mil.
Os detentos exigem julgamentos mais ágeis da Justiça argentina.
O protesto começou há duas semanas em uma prisão nos arredores de Buenos Aires. Depois disso, espalhou-se para outras 28 centros de detenção.
Funcionários do sistema penitenciário disseram que os prisioneiros estão ingerindo apenas líquidos, mas estão tendo sua saúde monitorada.
Reclamações sobre o sistema judiciário do país são comuns e muitos presos podem aguardar o julgamento por anos - alguns deles estão agendados para 2013.
Medo de violência
Além de julgamentos mais imediatos, os prisioneiros reivindicam que a Justiça siga orientações dos grupos de monitoramento de direitos humanos para a liberação de prisioneiros.
As direções dos presídios estão em contato com os detentos e estão conseguindo manter uma certa forma de diálogo.
Contudo, há o temor de que haja incidentes violentos entre os presos que participam do protesto e os que não aderiram.
“Se o protesto continuar por mais tempo, podem acontecer incidentes”, disse o secretário de justiça da província de Buenos Aires, Eduardo Di Rocco.
Problemas de superpopulação e confrontos entre grupos rivais causaram uma série de rebeliões nas prisões argentinas no ano passado.