03 de outubro, 2006 - 09h34 GMT (06h34 Brasília)
Jim Muir
de Bagdá
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, anunciou nesta terça-feira um novo plano para reduzir a violência sectária no país.
O plano, que inclui a criação de comitês de segurança locais em cada área, foi formulado depois de intensas conversações com líderes políticos sunitas e xiitas.
O plano foi anunciado em mais um período de violência no país. Mais de 50 corpos foram encontrados em Bagdá desde domingo. Na segunda-feira, 14 funcionários de uma loja de computadores foram seqüestrados em plena luz do dia.
Militares dos EUA disseram que cinco soldados americanos foram mortos nos útlimos dois dias.
Sunitas x Xiitas
O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir disse que a situação nas ruas está se deteriorando rapidamente no país, e o clima político dentro do governo de unidade nacional está cada vez mais tenso.
Políticos xiitas acusam lídres sunitas de tentar acobertar ataques terroristas. Os sunitas acusam os xiitas de usarem a máquina do estado para permitirem seqüestros e assassinatos em larga escala.
Os sunitas acusaram os xiitas do governo de permitir que suas próprias milícias realizassem seqüestros sectários e assassinatos em larga escala.
Maliki realizou conversações de emergência com figuras de destaque das principais facções representadas no governo.
O primeiro-ministro iraquiano advertiu que a situação estava fugindo ao controle.
De acordo com o plano, comitês especiais serão criados em cada distrito, com representantes de todas as principais facções para monitorar as iniciativas para por fim à violência. Um comitê central semelhante vai agir conjuntamente com as forças de segurança envolvidas.
Um líder da cúpula sunita disse que se todos cumprirem seus compromissos a luta sectária pode terminar. Se isso não acontecer, ele acredita que esse será o final do Iraque.