03 de outubro, 2006 - 12h10 GMT (09h10 Brasília)
Uma quinta menina morreu na Pensilvânia um dia depois do ataque a uma escola amish que deixou outras sete pessoas feridas.
Charles Carl Roberts libertou mulheres e meninos antes de amarrar as meninas e abrir fogo contra elas. Roberts matou-se em seguida.
A polícia da Pensilvânia está investigando os motivos que levaram Roberts a realizar o ataque, em uma escola primária na zona rural do estado americano.
A escola atende a crianças de uma comunidade pacifista cristã conhecida como amish, que evita a tecnologia e busca se isolar do mundo moderno.
Motivos
As autoridades estão examinando bilhetes de suicídio e acreditam que Roberts agiu como vingança em caso de um evento ocorrido há 20 anos. Eles estão verificando se a morte de uma filha em 1997 pode ter tido um papel no ataque de Roberts.
Ele não era um amish, embora trabalhasse na comunidade recolhendo o leite produzido pelas vacas dos amish e transportando o produto para uma fábrica processadora.
"Ninguém merece isso", disse o comissário da polícia do Estado, Jeffrey Miller.
O ataque da manhã de segunda-feira é o terceiro com arma de fogo a uma escola americana em uma semana.
Roberts entrou na escola, que tinha apenas um recinto, no vilarejo de Paradise, portando armas de fogo, facas e cerca de 600 balas.
Ele ordenou aos meninos, a uma mulher grávida e a outras com crianças pequenas que deixassem o prédio.
Em seguida, amarrou as meninas - que tinham entre seis e 13 anos -, colocou obstáculos nas portas e baleou-as na cabeça, "como em uma execução".
Quando a polícia invadiu o prédio, três meninas e Roberts estavam mortos. Uma quarta menina morreu em um hospital. Uma das vítimas era uma professora assistente adolescente.
O comissário de polícia da Pensilvânia disse que o ataque é uma forma de "realizar uma vingança por algo que aconteceu há 20 anos", sem dar detalhes.
Roberts telefonou para sua mulher durante o cerco para informá-la que estava para se vingar, disse Miller.
Pelas mensagens de suicídio deixadas para seus três filhos e por telefonemas, ficou claro que Roberts estava "zangado com a vida, ele estava zangado com Deus", afirmou o comissário.
Em uma nota, a esposa, Marie, qualificou Roberts como um bom marido e pai amoroso.