30 de setembro, 2006 - 12h42 GMT (09h42 Brasília)
A polícia indiana disse que o serviço secreto do Paquistão (ISI) ajudou duas organizações militantes a realizar os ataques a bomba em Mumbai que mataram 186 pessoas em julho.
Os ataques teriam sido planejados pelo ISI e realizados pelos grupos militantes paquistaneses Lashkar-e-Toiba e Jaish-e-Mohammed, segundo o chefe da polícia de Mumbai, AN Roy, ao anunciar os resultados da investigação sobre os atentados.
O Paquistão rejeitou a acusação e disse que a Índia não apresentou evidências de seu envolvimento nos ataques.
"O caso das bombas de 11 de julho está resolvido", disse AN Roy em uma entrevista coletiva à imprensa.
Roy disse que 15 pessoas foram presas, entre elas 11 paquistaneses.
Tariq Azi, ministro da Informação do Paquistão, disse à agência de notícias Associated Press: "Nós rejeitamos essa alegação, e exigimos que a Índia nos apresente as evidências, se é que elas existem".
Em 11 de julho deste ano, sete explosões coordenadas destruíram vários trens em estações espalhadas pela cidade.
A Índia adiou negociações de paz com o Paquistão após os ataques mas disse que ainda está comprometida com o processo.