28 de setembro, 2006 - 21h20 GMT (18h20 Brasília)
Os Estados Unidos resolveram impor sanções contra a Tailândia em resposta ao golpe militar que tirou do poder o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, na semana passada.
A medida envolve o corte de US$ 24 milhões em assistência militar, segundo o Departamento de Estado americano.
Os Estados Unidos pediram que os generais tailandeses convoquem eleições o mais rápido possível.
O golpe de 19 de setembro foi aprovado por grande parte dos tailandeses, mas foi condenado pela maioria dos governos ocidentais como um retrocesso.
O porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack, disse que o corte de ajuda envolve educação e treinamento para militares, operações de forças de paz e contra-terrorismo.
"Os Estados Unidos continuam a pedir o rápido retorno ao governo democrático e eleições antecipadas na Tailândia", disse McCormack, acrescentando que as verbas voltariam a ser enviadas quando um governo eleito tomar posse.
Os militares tailandeses que estão no poder disseram nesta quinta-feira que escolheram um novo primeiro-ministro que deve ocupar o cargo até as eleições, que foram prometidas para outubro de 2007.
Mas os militares não revelaram sua escolha e se recusaram a afirmar quando vão suspender a lei marcial e retirar os soldados das ruas.
Aliado
O golpe militar foi realizado enquanto o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra estava em Nova York, para participar da Assembléia Geral da ONU.
Os militares assumiram o poder depois de meses de crescente tensão na Tailândia, com protestos contra Thaksin Shinawatra e uma eleição geral que foi anulada pois sua legimitidade foi contestada.
A Tailândia é considerada um aliado dos Estados Unidos, tanto no campo diplomático quanto no militar, colaborando com o esforço global contra extremistas muçulmanos.
O suposto chefe de operações do Jemaah Islamiah, um dos mais importantes grupos militantes islâmicos do sudeste asiático, foi preso na Tailândia em 2003.