25 de setembro, 2006 - 19h04 GMT (16h04 Brasília)
O presidente da Comissão Européia (o órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, disse nesta segunda-feira que seria melhor fazer uma pausa no processo de expansão do bloco após a adesão da Romênia e da Bulgária, prevista para o ano que vem.
Segundo Barroso, a União Européia, que hoje une 25 países, deveria passar por reformas institucionais e adotar uma Constituição antes de aumentar mais seu número de Estados-membros.
“Não há decisão formal, mas... Eu acredito que não seria sábio trazer para o bloco outros Estados-membros além de Bulgária e Romênia, que irão aderir em breve, antes que resolvamos a questão institucional”, disse o presidente da Comissão Européia.
“Não acho que seria sábio avançar com qualquer ampliação antes que resolvamos a questão constitucional na Europa”, completou.
Nesta terça-feira, a União Européia deve confirmar que os dois países do Leste Europeu poderão passar a fazer parte do bloco a partir de primeiro de janeiro de 2007.
Dúvidas
As declarações de Barroso levantaram dúvidas sobre o processo de adesão de Croácia e Turquia, que iniciaram negociações visando fazer parte da União Européia em 2005.
Barroso ressaltou que há limites para a capacidade de incorporação de novos membres na União Européia sem a adoação de novas regras para que o bloco, ampliado, funcione com eficiência.
No entanto, ele afirmou que “gostaria de ver a Croácia aderindo o mais rápido possível, se preencher os requisitos”. O país já deixou claro que espera completar as negociações para fazer parte da União Européia até 2009.
O presidente da Comissão Européia não fez menção a outros candidatos a uma vaga no bloco, como é o caso da Turquia e também da República da Macedônia, que também ganhou status de Estado-candidato em 2005.