20 de setembro, 2006 - 12h49 GMT (09h49 Brasília)
O golpe de Estado na Tailândia foi recebido com críticas e preocupação pela comunidade internacional.
A União Européia (UE) condenou o golpe e exigiu que o poder fosse devolvido ao primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, derrubado por militares nesta terça-feira.
O primeiro-ministro da Finlândia, país que ocupa a presidência rotativa da UE, Matti Vanhanen, disse ser "lamentável que as instituições democráticas parecem ter sido tomadas pela força militar".
O primeiro-ministro da Malásia, país que preside a associação dos países do Sudeste da Ásia (ASEAN, na sigla em inglês), Abdullah Ahmad Badawi, disse que estava "chocado" e pediu que a democracia fosse restaurada o mais rápido possível.
"Não esperava que isso acontecesse na Tailândia", afirmou Badawi a uma agência malaia, se referindo à tomada de poder pelos militares que derrubaram o primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.
Decepção
O primeiro-ministro da Austrália, John Howard, se disse "decepcionado" com o golpe.
Em nota divulgada hoje, a Austrália pediu "o retorno à regra democrática dentro do mais rápido possível, para garantir que a Tailândia retome seu lugar como uma das principais nações democráticas na região".
O ministro do Exterior japonês, Taro Aso, disse em comunicado que "o Japão espera que a situação retorne ao normal em breve, e o regime político democrático seja restaurado".
Enfatizando que ainda não tinha detalhes sobre o golpe, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse que o golpe "não é uma prática a ser encorajada".
"Como organização, nós sempre apoiamos mudanças governamentais através de meios democráticos, através das urnas."
Já os Estados Unidos disseram monitorar a situação "com preocupação".
"Continuamos esperando que o povo tailandês resolva suas diferenças políticas de acordo com os princípios democráticos e a Estado de Direito", afirmou um comunicado oficial americano.
Cautela
Outros países escolheram palavras mais cuidadosas. A China não se pronunciou
O vice-ministro do Exterior da Coreia do Sul, Lee Kyu-hyung, disse: "O governo sul-coreano espera que a mudança na situação envolvendo as Forças Armadas tailandesas sejam resolvidas de maneira pacífica e legítima."
O embaixador da Espanha em Bangcoc, Juan Manuel Lopez Nadal, disse à rádio estatal espanhola que está confiante em que a Tailândia voltará à normalidade democrática.
"A situação aqui é totalmente calma, não há incidentes de qualquer tipo. As autoridades militares estão controlando a situação", disse o embaixador.
"Há poucas pessoas nas ruas, há postos de checagem. Mas, entre tudo isto, a vida segue normalmente", ele descreveu.
Indonésia e Brasil apenas recomendaram cautela aos visitantes das respectivas nacionalidades.