18 de setembro, 2006 - 13h51 GMT (10h51 Brasília)
Pelo menos cinco pessoas morreram nos arredores de um edifício do governo local da cidade de Baidoa, na Somália, em uma aparente tentativa de assassinar o presidente Abdullahi Yusuf.
Um carro bomba explodiu perto do parlamento local, onde o presidente e o primeiro-ministro Ali Mohammed Ghedi participavam de uma cerimônia oficial.
Um jornalista somali disse ter ouvido explosões apenas dez minutos depois de o presidente ter feito um discurso, e deixado o local em um comboio de veículos.
Uma segunda bomba explodiu pouco depois, deixando cinco carros em chamas.
O primeiro-ministro disse que o presidente está vivo e passa bem.
Disputas
A cidade de Baidoa (ou Baydhabo), no sul da Somália, é parte de uma pequena área controlada por um governo interino, já que o país não tem um governo central efetivo desde 1991.
Quase todo o entorno e a capital Mogadíscio, distante cerca de 250 quilômetros de Baidoa, são controlados pela União das Cortes Islâmicas (UCI), milícia que assumiu o poder em junho e que é acusada pelos Estados Unidos de ter ligações com a rede Al-Qaeda.
No início deste mês, os rivais reafirmaram uma trégua e chegaram até a concordar em formar um Exército conjunto.
A sessão parlamentar desta segunda-feira discutia se o governo do primeiro-ministro Ghedi deveria compartilhar o poder com a UCI.
Um policial em Baidoa disse que viu "quatro pessoas mortas em frente ao parlamento, deitadas em uma piscina de sangue", segundo a agência AFP.
O ministro do Exterior do país insistiu que o ataque era uma tentativa de assassinato contra o presidente.
Abdullahi Yusuf defende a presença de tropas estrangeiras de paz na Somália, medida que é rejeitada pela milícia islâmica.