18 de setembro, 2006 - 08h45 GMT (05h45 Brasília)
O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou nesta segunda-feira que o país vai elevar o número de seu contingente soldados no Líbano para mil.
Com a medida, a China vai se tornar um dos países que mais vão contribuir para a força de paz da ONU no Líbano.
"A China está muito preocupada com a situação no Líbano e espera que ela possa ser resolvida", disse Wen Jiabao. Wen fez o pronunciamento após um encontro como premiê italiano, Romano Prodi, em Beijing.
"Isso mostra que a China está assumindo cada vez mais uma responsabilidade internacional", disse Prodi.
Participação
No passado a China costumava relutar em participar de forças internacionais de paz.
No entanto, com o crescimento de sua economia, o país vem sendo pressionado pelos Estados Unidos e a União Européia para desempenhar um papel maior.
No início do ano, antes da guerra do Líbano, a China havia enviado 180 soldados ao Líbano, o primeiro contingente militar chinês para o Oriente Médio.
A ONU quer instalar 15 mil soldados no sul do Líbano como parte da resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A resolução foi parte do acordo de cessar-fogo que encerrou os 34 dias de guerra ente Israel e o Hezbollah.
Mais de 1.100 pessoas, a maioria civis, foram mortas no Líbano durante a guerra.
Em Israel, mais de 150 pessoas, a maioria soldados, morreram no conflito.