18 de setembro, 2006 - 18h15 GMT (15h15 Brasília)
Pelo menos 30 pessoas morreram nesta segunda-feira em duas explosões no Iraque, informou a polícia iraquiana.
Na cidade de Ramadi, um reduto sunita a oeste de Bagdá, um suicida em um carro-bomba matou 13 pessoas e deixou dez feridos perto de um posto de recrutamento da polícia.
No outro incidente, um homem-bomba matou 17 pessoas em um mercado na cidade de Tal Afar, perto da fronteira com a Síria, a 80 km a oeste da cidade de Mosul.
Em março, a cidade foi citada pelo presidente americano George W. Bush como modelo de atuação conjunta entre forças de segurança locais e dos Estados Unidos.
De acordo com a agência France Presse, o suicida portava um cinto com explosivos, detonados próximo a uma multidão que aguardava por cartões de distribuição de gás de cozinha.
Dois policiais que orientavam a distribuição do benefício estavam entre os mortos.
Ramadã
Os incidentes ocorrem dez dias antes do início do Ramadã, o mês sagrado do muçulmanos.
A polícia iraquiana e as forças americanas têm reforçado a segurança em todo o país, especialmente na capital, Bagdá, já que o Ramadã é considerado um período com potencial de mais ataques suicidas.
Na sexta-feira, em meio à contínua onda de violência no país, o Ministério do Interior iraquiano anunciou um plano de construir trincheiras e postos de controle em torno da capital do país.
O objetivo do plano é impedir a entrada e a saída de insurgentes na capital. No entanto, segundo correspondentes da BBC na cidade, seriam necessários meses para que as trincheiras fossem cavadas, já que Bagdá tem um perímetro de 80 km.
O Iraque tem nos últimos seis meses sido palco de uma onda de violência sectária detonada pelo ataque contra um templo xiita na cidade de Samarra em fevereiro.