12 de setembro, 2006 - 10h14 GMT (07h14 Brasília)
Forças de segurança sírias conseguiram evitar um ataque suicida coordenado à embaixada americana em Damasco nesta terça-feira.
Quatro homens tentaram dirigir dois carros de encontro ao prédio. Eles abriram fogo e lançaram diversas granadas contra a Embaixada.
De acordo com o governo da Síria e de testemunhas que estavam no local, três dos suicidas foram mortos e um, ferido, foi capturado.
"É claro que foi um ataque terrorista que tinha a embaixada americana como alvo, mas as forças de segurança conseguiram controlar a situação", disse em entrevista à televisão estatal o ministro do Interior sírio, general Bassam Abdel Majid.
Segundo o correspondente da BBC em Damasco, um carro explodiu em meio a uma troca de tiros, provavelmente depois que bombas atadas às roupas dos suicidas explodiram.
Outro carro-bomba falhou e não explodiu, disse o correspondente.
Testemunhas dizem que depois de um tiroteio, dois dos homens fugiram para um prédio próximo, mas foram perseguidos pelos guardas e mortos.
Imagens de TV mostraram poças de sangue nas calçadas e o que parecia ser um explosivo improvisado. A área foi isolada.
Um membro das forças de segurança sírias foi morto. Não há informações sobre vítimas americanas.
Elogios
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, elogiou os esforços da Síria para proteger o pessoal da embaixada americana.
"Agradecemos a resposta das Forças de Segurança sírias para ajudar na segurança de nosso território", disse Rice.
Já a Casa Branca aproveitou a oportunidade para pedir maior engajamento da Síria na "guerra contra o terror".
"(O ataque) ilustra novamente a importância de a Síria ser um importante aliado na guerra contra o terror. Esperamos que (o país) se torne um aliado e faça a escolha de lutar contra o terrorismo", declarou o porta-voz do governo americano, Tony Snow.
O atentado frustrado acontece num momento de tensão entre Washington e o governo em Damasco, devido às críticas da Síria ao apoio americano à ofensiva israelense no Líbano.
Os Estados Unidos acusam a Síria de apoiar a insurgência no Iraque e de não fazer o suficiente para evitar que armamentos cheguem aos militantes do Hezbollah, no Líbano.
A Embaixada da Síria em Washington acusou os Estados Unidos de "alimentar o extremismo, o terrorismo e o sentimento anti-americano" com suas políticas para o Oriente Médio.
"O que tem acontecido recentemente no Líbano, nos territórios palestinos e no Iraque exacerba a luta contra o terrorismo global", disse um comunicado da Embaixada.
"Os Estados Unidos deveriam aproveitar a oportunidade para rever suas políticas, olhar para as causas do terrorismo e adotar políticas amplas de paz para o Oriente Médio."
Em abril de 2004, quatro pessoas foram mortas num confronto entre a polícia síria e um grupo de homens suspeitos de planejar um ataque numa área diplomática de Damasco.
Na ocasião, o governo afirmou que os militantes islâmicos tentavam explodir um carro-bomba próximo à Embaixada canadense no país.