08 de setembro, 2006 - 17h14 GMT (14h14 Brasília)
Israel confirmou que suspendeu o seu bloqueio marítimo ao Líbano nesta sexta-feira.
O anúncio ocorreu depois que o comandante das tropas de paz da Organização das Nações Unidas no Líbano, general Alain Pellegrini, disse que uma força naval internacional havia começado a realizar patrulhas na costa libanesa.
Uma força naval alemã deverá assumir a liderança das patrulhas mais tarde.
O fim do bloqueio marítimo ocorre um dia depois que restrições ao tráfego aéreo foram suspensas.
Israel impôs a medida em julho, quando lançou uma ofensiva de 34 dias no Líbano, depois que dois soldados israelenses foram capturados pela organização libanesa Hezbollah.
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, enfrentou críticas em Israel, inclusive de parentes dos militares detidos, por concordar em suspender o bloqueio antes da libertação dos soldados.
Tropas
A porta-voz do governo israelense Miri Eisin disse que o embargo no fornecimento de armas aos militantes do Hezbollah será mantido. "A força-tarefa liderada pelos italianos vai continuar a implementar o embargo internacional", afirmou.
Cerca de 3.250 soldados internacionais agora estão no Líbano sob os auspícios das Nações Unidas, e representantes da organização afirmam que esse número pode chegar a cinco mil militares na semana que vem.
Os combates entre Israel e o Hezbollah terminaram no dia 14 de agosto depois de aprovada a Resolução 1701 da ONU, que pede um cessar-fogo e estabelece o sistema de segurança para a fronteira norte de Israel.
O Líbano estima que o país vinha tendo um prejuízo comercial de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões por dia por causa do bloqueio. Os recursos são necessários para ajudar na reconstrução do Líbano.
Mais de 1,1 mil libaneses e cerca de 160 israelenses morreram no conflito.