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07 de setembro, 2006 - 19h34 GMT (16h34 Brasília)

Polícia belga prende grupo de extrema direita ligado ao Exército

Autoridades da Bélgica afirmaram nesta quinta-feira ter prendido um grupo de pessoas defensoras de ideais de extrema-direita ligadas ao Exército do país.

Dezessete pessoas – a maioria militares – foram detidas no norte do país, acusadas de planejar ações que “desestabilizariam” as instituições do país, informaram as autoridades.

As prisões fazem parte de uma investigação de dois anos da polícia belga sobre atividades da extrema direita.

Foram apreendidas armas e bombas caseiras em operações nas Províncias de Flandres Oriental, Antuérpia e Limburgo, em buscas realizadas em cinco quartéis e 18 residências particulares, informou uma rádio belga.

"Racismo e xenofobia"

O gabinete do promotor federal Daniel Bernard disse por meio de uma nota que os presos eram “soldados e pessoas com ideologia de extrema-direita, que evidentemente se expressavam através de racismo, xenofobia, negação do Holocausto, anti-semitismo e neonazismo”.

"Não havia nenhum plano concreto de ataque em termos de data e local, mas podemos concluir que eles tinham idéias sobre possíveis ataques futuros, e o material encontrado aponta nesta direção", disse Luc Boterberg, chefe de polícia da cidade de Dendermonde, na Província de Flandres Oriental, à agência de notícias Reuters.

A Bélgica tem registrado um aumento em casos de crimes de natureza racial. O partido de extrema-direita Vlaams Belang – que defende políticas antiimigração – tem ganhado apoio de eleitores.