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05 de setembro, 2006 - 12h25 GMT (09h25 Brasília)

Presidente do Irã pede campanha contra professores liberais

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu o expurgo de professores liberais e seculares das universidades do país.

O presidente aconselhou um grupo de estudantes a organizar campanhas, como as realizadas no país nos anos 80, pedindo para que os professores liberais sejam demitidos.

"Um estudante precisa gritar contra os pensamentos liberais e a economia liberal. Um estudante precisa se perguntar por que um professor secular dá notas baixas a um estudante que não têm as mesmas idéias dele", disse o presidente.

Ahmadinejad disse ser difícil alterar influências seculares que existem no Irã há 150 anos, mas afirmou que as mudanças já começaram.

Oposição

Quando o presidente assumiu o cargo, ele nomeou um aiatolá (a mais alta autoridade religiosa, segundo o Islã) para a direção da Universidade de Teerã, uma medida contestada por alguns estudantes reformistas.

Nos últimos meses, dezenas de professores e acadêmicos liberais de três universidades de Teerã foram forçados a se aposentar.

Por outro lado, a correspondente da BBC em Terrã Frances Harrison diz que muitos deles encontraram empregos na Universidade Islâmica Azad, que é particular e tem mais de 1,5 milhão de estudantes.

O dirigente da universidade é aliado do rival de Ahmadinejad, o ex-presidente Hashemi Rafsanjani.

Segundo Harisson, Ahmadinejad têm feito críticas à universidade, por cobrar o que ele considera mensalidades altas e recentemente o Parlamento começou a investigar a atuação da Azad.