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04 de setembro, 2006 - 16h44 GMT (13h44 Brasília)

Israel anuncia expansão de colônias na Cisjordânia

O governo de Israel anunciou nesta segunda-feira que planeja construir 700 novas casas em dois blocos de assentamentos na Cisjordânia.

Anúncios publicados em jornais israelenses pedem o envio de projetos de construção para obras em Maale Adumim, nos arredores de Jerusalém Oriental, e Beitar Illit, perto de Belém.

Trata-se da maior expansão de assentamentos judeus desde o início do mandato do atual governo israelense, em maio.

Os palestinos consideram a decisão de Israel um obstáculo para o processo de paz na região e para a criação de um Estado palestino independente.

O governo israelense suspendeu recentemente um polêmico projeto que ligaria o assentamento de Maale Adumim a Jerusalém Oriental, depois de receber críticas dos Estados Unidos.

Conflito no Líbano

Os blocos de assentamento de Maala Adumim e Beitar Illit estão entre os maiores da Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967. Os dois abrigam, juntos, cerca de 60 mil colonos.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, foi eleito após ter prometido dar continuidade a um plano de retirada unilateral de áreas da Cisjordânia e de anexação de grandes blocos de assentamentos.

O plano de Olmert, no entanto, foi suspenso desde o início do conflito entre as tropas de Israel e o grupo militante Hezbollah no Líbano.

Durante o conflito, o Hezbollah disparou cerca de 4 mil foguetes em direção ao norte de Israel, o que despertou entre os israelenses o temor de que a retirada parcial da Cisjordânia possa deixar as cidades do país vulneráveis a ataques semelhantes de militantes palestinos.

"O que pensei há alguns meses que era a coisa certa a fazer na esfera palestina agora mudou", disse o primeiro-ministro ao Comitê de Defesa e Assuntos Externos do Parlamento israelense, de acordo com a rádio de Israel.

Cerca de 240 mil colonos judeus e 2,4 milhões de palestinos vivem na Cisjordânia. Os assentamentos são considerados ilegais de acordo com as leis internacionais, mas Israel contesta essa avaliação.