03 de setembro, 2006 - 03h50 GMT (00h50 Brasília)
Uma aliança de milícias islâmicas na Somália advertiu que qualquer medida para o envio de forças estrangeiras ao país será uma receita para guerra civil.
A aliança, conhecida como União das Cortes Islâmicas, controla boa parte do país, inclusive a capital, Mogadício.
O governo de transição da Somália, que está tentando estabelecer a primeira administração nacional em mais de 50 anos, apóia um plano para enviar soldados de paz ao país.
Os dois lados realizam suas primeiras conversações de paz em dois meses na capital do Sudão, Cartum.
Mediadores da Liga Árabe dizem que esperam que seja realizado um acordo para compartilhar o poder.
O governo do Quênia convocou líderes da África Oriental para uma reunião de cúpula na capital, Nairobi, na terça-feira, para discutir a situação na Somália.
O líder da União das Cortes Islâmicas, Sharif Shaikh Ahmed, e um ministro somali chegaram a Nairobi para conversar com representantes do Quênia em antecipação à cúpula.
A situação na Somália causa preocupação em países vizinhos como a Etiópia e também nos Estados Unidos, que alegam que a Somália estaria se tornando um local propenso a abrigar "células terroristas" da Al-Qaeda.