03 de setembro, 2006 - 08h46 GMT (05h46 Brasília)
David Loyn
De Bagdá
A transferência formal do controle das forças armadas iraquianas da coalizão liderada pelos Estados Unidos para o Ministério da Defesa do Iraque foi adiada novamente.
A cerimônia de passagem do controle deveria ser realizada neste sábado, mas deve ocorrer apenas no fim desta semana.
Os americanos dizem que o adiamento foi causado por um "mal-entendido".
A transferência deveria marcar mais um passo na tomada de controle dos assuntos internos pelo governo iraquiano após a invasão dos Estados Unidos, mas ela parece estar sendo difícil de ser organizada.
No sábado, para quando ela estava marcada, o primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki, saiu da cidade para visitar o líder xiita, o aiatolá Ali al-Sistani.
Fragilidade
A transferência, que deve ocorrer no fim desta semana, significa que pela primeira vez desde a queda de Saddam Hussein as forças iraquianas estarão sob comando direto e sob controle de seu próprio Ministério da Defesa.
Existem atualmente cerca de 140 mil soldados e policiais armados no Iraque, mas eles não têm o equipamento de que precisam e muitas vezes têm sido afastados de confrontos.
Grupos de seqüestradores têm conseguido operar livremente em Bagdá e a polícia é obrigada a manter distância.
A fragilidade das foças iraquianas foi revelada em uma batalha de dois dias na cidade de Diwaniya na semana passada.
As forças iraquianas sofreram sérias baixas e foram obrigadas a pedir apoio americano antes de firmar uma trégua com integrantes do grupo xiita Mehdi.