27 de agosto, 2006 - 10h00 GMT (07h00 Brasília)
Dois carros-bombas explodiram na capital do Iraque, Bagdá, neste domingo, matando pelo menos sete pessoas.
Uma das bombas foi detonada em frente a um hotel em um bairro comercial do centro da cidade, matando ao menos cinco pessoas e ferindo outras 15.
Testemunhas dizem ter visto uma grande coluna de fumaça nos céus da cidade.
Horas antes, outro carro-bomba tinha explodido perto da redação do jornal estatal Al-Sabah - duas pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas.
Este foi o segundo ataque semelhante ao jornal neste ano.
Segundo correspondentes da BBC, insurgentes do Iraque costumam atacar jornalistas que trabalham para a imprensa estatal.
Pacto anti-violência
No sábado, centenas de chefes tribais iraquianos fecharam um "pacto de honra" para reduzir a violência entre grupos civis no Iraque.
Reunidos em Bagdá, os líderes concordaram em apoiar um plano de reconciliação nacional proposto pelo primeiro-ministro, Nouri-al-Maliki.
A reunião foi a primeira de uma série de encontros convocados pelo primeiro-ministro para promover o diálogo e a unidade nacional.
Autoridades afirmam que a violência já diminuiu em áreas de Bagdá onde o patrulhamento de casa em casa é realizado por forças conjuntas de iraquianos e americanos.
Mas alguns pontos desse processo permanecem uma incógnita.
Militares no Iraque dizem que reabilitar a confiança na polícia iraquiana, percebida como muito influenciada pelo sectarismo, será um desafio.
Além disso, o primeiro-ministro Al-Maliki terá de ser bem sucedido em seu esforço para angariar apoio político para desarmar as milícias.
No sábado, ele respondeu às críticas por concordar com a permanência de tropas americanas no Iraque.
Para Maliki, é improvável que os soldados americanos deixem o país sem que se tenha alcançado algum grau de unidade nacional.