27 de agosto, 2006 - 09h38 GMT (06h38 Brasília)
A emissora de televisão americana Fox News anunciou, neste domingo, que seus dois funcionários seqüestrados há duas semanas na Faixa de Gaza foram libertados.
O neo-zelandês Olaf Wiig e o americano Steve Centanni haviam sido capturados por um grupo que se autodenomina Brigadas da Jihad Sagrada.
Os seqüestradores tinham dado até o sábado para que os Estados Unidos cumprissem com a exigência de libertar todos os muçulmanos mantidos em suas prisões.
Na manhã deste domingo, eles divulgaram um segundo vídeo com imagens dos reféns.
A fita mostrava os dois lendo um comunicado, dizendo que se converteram ao Islamismo e criticando as invasões lideradas pelos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque, mas os jornalistas depois admitiram que foram obrigados a fazê-lo sob a mira de uma arma.
'Tragédia'
Em uma entrevista coletiva dada após a libertação, os dois disseram que será uma "grande tragédia" se o seqüestro acabar afastando a imprensa internacional dos acontecimentos na Faixa de Gaza.
"A história do povo palestino merece ser contada", afirmaram.
Na noite de sábado, o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyah, chegou declarar que os dois jornalistas poderiam ser soltos logo.
Ele também disse ter recebido promessas de que os reféns não seriam feridos.
Durante a semana passada, os seqüestradores divulgaram um vídeo mostrando os dois jornalistas.
Nas imagens, eles apareciam sentados no chão, dizendo estar bem de saúde e pedindo que o governo americano atendesse ao pedido dos seqüestradores.