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25 de agosto, 2006 - 04h04 GMT (01h04 Brasília)

Enviada dos EUA tenta convencer Sudão a aceitar missão

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai enviar uma diplomata para o Sudão com a missão de convencer o partido do governo a aceitar uma força de paz das Nações Unidas (ONU) na região de Darfur.

"Nós temos que impedir o genocídio e proteger a população de Darfur", disse a secretária de Estado assistente para assuntos africanos, Jendayi Frazer, ao anunciar a sua viagem para o país.

Ela disse que os Estados Unidos não pretendem "forçar sua entrada" no país e que uma missão de paz no Sudão teria de ser feita com a colaboração do governo local.

A diplomata vai entregar nesta sexta-feira uma carta ao presidente do Sudão, Omar al-Bashir.

Resolução da ONU

Jendayi Frazer disse que a questão de Darfur não pode "se arrastar na ONU", e que é preciso convencer o governo do Sudão de que é interesse do país que a missão seja enviada.

O Sudão manifestou-se contra o esboço de uma resolução da ONU que previa o envio de uma missão.

O texto, proposto no Conselho de Segurança pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha, prevê o envio de 17 mil soldados.

O líder do Partido Nacional do Congresso do Sudão, Ghazi Salah Eldin Atabani, reagiu contra o esboço, dizendo que ele estabeleceria uma "tutela completa" no Sudão.

"Qualquer país que apoiar esse esboço de resolução será considerado como hostil ao Sudão", disse Atabani.

A União Africana - que tem uma missão de paz no Sudão - já concordou que a ONU deve assumir o controle do lugar, já que a entidade africana não possui recursos suficientes.

No domingo, dois soldados da missão da União Africana foram mortos em Darfur.

Dois milhões de pessoas tiveram de abandonar suas casas desde fevereiro de 2003, quando a crise em Darfur começou.