24 de agosto, 2006 - 11h56 GMT (08h56 Brasília)
O ministro do Exterior da Finlândia, Erkki Tuomioja, afirmou nesta quinta-feira que os primeiros soldados europeus da missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) devem desembarcar no Líbano em uma semana.
"Gostaríamos de ver os primeiros reforços chegar dentro de uma semana, se possível", disse Tuomioja, acrescentando que o tempo é "crucial". A Finlândia atualmente ocupa a presidência rotativa da União Européia (UE).
O ministro finlandês, que está em Berlim para reuniões com o seu colega alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou ainda que a participação européia nas tropas de paz no Líbano será substancial.
"Vejo uma contribuição européia proeminente (…) Acho que podemos partir do princípio de que todos os países-membros se sentem na obrigação, tendo aprovado a resolução, de contribuir para a estabilização do Líbano, para o reforço do governo libanês e para a tranqüilização da situação na fronteira."
A União Européia afirma que espera fornecer a metade dos 15 mil soldados necessários para a força de paz da ONU no Líbano.
O finlandês acrescentou esperar que os países da UE assumam compromissos específicos na sexta-feira.
Reunião com Annan
Para Steinmeier, a decisão final será tomada pelos países-membros da UE, mas a organização vai apresentar a sua posição conjunta na sexta-feira, em uma reunião com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan.
No entanto, o finlandês disse que o contingente total, de 15 mil homens, só deve chegar ao Líbano dentro de alguns meses.
Os comentários foram feitos dez dias depois da entrada em vigor de um cessar-fogo que encerrou o conflito entre Israel e o Hezbollah.
A ONU mostrou-se decepcionada com a resposta dos países europeus até o momento, já que muitos hesitam em comprometer tropas sem uma idéia mais clara sobre a missão das forças de paz no Líbano.
A França, que ofereceu apenas 200 soldados até o momento, disse que não pode prometer um contingente maior antes de saber quais são os termos da missão.
Havia a expectativa de que o país fosse assumir um papel de liderança na missão, como ocorre atualmente.
O presidente francês, Jacques Chirac, deve anunciar ainda nesta quinta-feira se vai aumentar a oferta de soldados ou não.