23 de agosto, 2006 - 20h20 GMT (17h20 Brasília)
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse nesta quarta-feira que ainda vai demorar muito tempo para reconstruir as áreas devastadas pelo furacão Katrina, quase um ano depois da passagem da tempestade pelo sul dos Estados Unidos.
"É hora de lembrar que pessoas sofreram e tempo de novamente nos comprometermos a ajudá-los", disse o presidente na Casa Branca, depois de se encontrar com um sobrevivente do furacão.
"Mas eu também quero que as pessoas lembrem que um aniversário de um ano é apenas isso (um aniversário), porque ainda vai ser necessário um longo tempo para ajudar essas pessoas a reconstruírem (o que foi destruído)."
Segundo a agência de notícias Associated Press, Bush decidiu que a terça-feira da semana que vem, quando terá passado exatamente um ano da passagem do furacão, será um dia nacional de reflexão e lembrança para honrar as vítimas da tempestade.
Burocracia
Bush também disse que o governo federal americano havia assinado um polpudo cheque para as vítimas e que, agora, quer ajudar a acabar com as barreiras burocráticas que têm impedido que as verbas cheguem a seu destino.
Nesta terça-feira, o coordenador para os esforços de reconstrução da área do Golfo do México, Don Powell, disse que apenas 40% dos mais de US$ 100 bilhões prometidos para a região devastada pelo Katrina foram gastos.
O Katrina atingiu a costa do golfo nos Estados Unidos no dia 29 de agosto do ano passado, matando mais de 1,5 mil pessoas nessa região do país.
A atual temporada de furacões, iniciada no final de junho, até agora não trouxe tempestades como as do ano passado - além do Katrina, furacões como o Ophelia e o Rita também causaram estragos no sul dos Estados Unidos.
No entanto, de acordo com informações do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, a tempestade tropical Debby está "lentamente ganhando força" no Atlântico.
A Debby, atualmente com rajadas que superam os 85 km/h, ainda não ameaça nenhuma ilha ou continente.
O último boletim do centro, divulgado às 12h (hora de Brasília), indica que a tempestade está a cerca de 805 km do arquipélago de Cabo Verde, em alto mar.
Uma projeção indica que a tempestade poderia se transformar em um furacão no domingo, e deve seguir uma trajetória rumo noroeste, sem ameaçar o continente.
Debby é a quarta grande tempestade a se formar no Atlântico Norte nesta temporada de furacões - a primeira desde a temporada marcada pela passagem do furacão Katrina.
No leste do Pacífico, duas outras tempestades se formaram mas, até o momento, também não ameaçam áreas habitadas: a tempestade tropical Hector e o furacão Ileana.