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23 de agosto, 2006 - 01h40 GMT (22h40 Brasília)

Chávez chega à China para discutir cooperação energética

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta quarta-feira (terça-feira à noite em Brasília) à China para uma visita oficial que deverá ser dominada por discussões sobre a cooperação energética entre os dois países.

Um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a Venezuela quer reduzir a sua dependência das vendas para os Estados Unidos, para quem exporta a maior parte da sua produção, apesar das divergências políticas entre os atuais governos americano e venezuelano.

A China pode ser uma alternativa de mercado, já que o país precisa de grandes estoques de petróleo para alimentar o seu crescimento econômico. Os chineses já são hoje os maiores consumidores de energia depois dos Estados Unidos.

A Venezuela já ofereceu elevar as exportações de petróleo para China para até um milhão de barris por dia até 2012, o que exigiria um aumento da sua produção.

A China, por sua vez, tem interesse em comprar o petróleo venezuelano, apesar do seu custo de refino elevado (por causa do alto teor de enxofre).

Espera-se que Chávez e o presidente chinês, Hu Jintao - em encontro que não foi confirmado pelas autoridades chinesas -, assinem um acordo para aumentar a quantidade de petróleo que Pequim importa de Caracas. É aguardada também a aprovação da venda de tanques venezuelanos para a China.

Significado político

China e Venezuela já cooperam em questões energéticas; a estatal chinesa CNPC tem contratos de exploração de petróleo em território venezuelano.

A visita, a quarta que Chávez faz à China desde que assumiu o poder, em 1998, também é significativa do ponto de vista político já que Pequim enxerga o seu governo como um contrapeso à influência americana na América Latina.

O governo chinês tem se interessado cada vez mais pela região, como indica a assinatura, na segunda-feira, de um acordo comercial com o Chile.

Depois da China, Chávez segue para Angola e Malásia.