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21 de agosto, 2006 - 01h50 GMT (22h50 Brasília)

Israel pede à Itália que lidere força da ONU no Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, pediu à Itália que lidere a força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano, de acordo com nota oficial de seu gabinete divulgada neste domingo.

O pedido foi feito em uma conversa telefônica entre Olmert e o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi.

A França lidera a atual força de 2 mil homens da ONU no sul do Líbano, a Unifil, e anunciou que está disposta a manter a liderança até fevereiro de 2007.

Mas o governo francês anunciou o envio de apenas 200 soldados, frustrando as expectativas da organização.

Fontes do governo italiano indicaram que o país deve contribuir com um contingente de 3 mil soldados - um dos maiores da força internacional, que deve totalizar 15 mil.

Fronteira com a Síria

Olmert pediu que os soldados italianos patrulhem a fronteira entre o Líbano e a Síria, que Israel afirma estar contrabandenado armas para a milícia libanesa Hezbollah.

A força da ONU deve trabalhar em conjunto com uma, também de 15 mil soldados, do Exército libanês.

Neste domingo, a França pediu uma reunião da União Européia na próxima semana para determinar como os países-membros do bloco planejam apoiar a força da ONU.

"Nós pedimos que a sociedade européia para com o Líbano seja expressada o mais cedo possível", afirmou o ministro do Exterior da França, Philippe Douste-Blazy.

'Inconcebível'

Durante uma reunião na sede da ONU em Nova York na quinta-feira passada, Bangladesh, Indonésia, Malásia e Nepal ofereceram soldados, enquanto Alemanha e Dinamarca prometeram ajuda com navios e forças marítimas.

Mas enviado israelense à ONU, Dan Gillerman, disse que é "difícil, se não inconcebível" aceitar países que não reconhecem o Estado de Israel como parte das forças internacionais no Líbano.

Gilleman se referia ao anúncio de que Indonésia e Malásia - que têm maioria muçulmana e não admitem oficialmente que Israel tenha o direito de existir - ofereceram soldados para a missão.

Ele disse à BBC que ficaria feliz em aceitar a ajuda de países muçulmanos com quem Israel tem relações diplomáticas, mas segundo ele, "esperar que países que sequer reconhecem Israel garantam a segurança de sua população seria um pouco inocente".

Os comentários foram rechaçados pela Malásia, que afirmou que Israel não deve dar palpite na formação da força.

"Vamos estar em território libanês (…) não em território israelense", disse o ministro do Exterior, Syed Hamir Albar.