20 de agosto, 2006 - 15h06 GMT (12h06 Brasília)
O governo do Irã voltou a dizer que não vai parar o processo de enriquecimento de urânio.
A suspensão do processo é uma exigência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para que se iniciem negociações sobre o assunto.
Hamid Reza Asefi, porta-voz do ministério do exterior, disse que o assunto nem está mais na agenda do Irã.
Dias atrás, Manouchehr Mottaki, o ministro do exterior do Irã, afirmou que o país estava pronto para discutir o programa, mas que suspender o enriquecimento seria “ilógico”.
A declaração veio dois dias antes da data em que o Irã deveria responder a uma oferta feita pelos membros permanentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia, China, França – mais a Alemanha.
A proposta visa resolver o impasse criado pelo programa nuclear iraniano, e envolve incentivos para que o país árabe encerre o projeto.
O Irã argumenta que tem o direito de desenvolver um programa de energia nuclear, mas o Conselho de Segurança acusa os iranianos de querer desenvolver armamentos atômicos.
O Irã chamou de “ilegal” a última resolução sobre o assunto aprovada pelo Conselho de Segurança, que ameaçava Teerã com sanções caso insistisse no programa nuclear.
Testes nucleares
No sábado, o Irã iniciou uma série de exercícios militares, com o lançamento de 10 mísseis de curto alcance.
De acordo com a TV estatal iraniana, os testes incluíram os mísseis Saegheh, cujo alcance varia entre 80 e 250 quilômetros.
Segundo a agência de notícias AP, esse tipo de míssil não tem como carregar uma ogiva nuclear.
De acordo com fontes militares iranianas, as manobras são em resposta ao crescimento da tensão no Oriente Médio.
Um avião militar de treino se incendiou e caiu próximo a Teerã, quando tentava um pouso de emergência numa rodovia. O piloto conseguiu se salvar.