17 de agosto, 2006 - 11h01 GMT (08h01 Brasília)
Funcionários das Nações Unidas estão reunidos nesta quinta-feira em Atenas, na Grécia, para discutir um plano internacional para enfrentar um grande vazamento de petróleo nas costas libanesa e síria provocado pelo bombardeio israelense a uma central de energia.
Até 15 mil toneladas de petróleo vazaram no Mar Mediterrâneo após o bombardeio, ocorrido no mês passado.
O encontro na Grécia, organizado pelo Programa Ambiental da ONU e pela Organização Marítima Internacional, pretende desenvolver uma estratégia para limpar o vazamento e evitar que a mancha de petróleo se espalhe.
Estima-se que o trabalho de limpeza da mancha de óleo, que já ameaça chegar a praias na Turquia, em Chipre e na Grécia, possa custar até US$ 200 milhões.
Processo contra Israel
O ministro libanês do meio ambiente, Jacub Sarras, disse que o Líbano está pocessando Israel pelo custo provocado pelo desastre ambiental.
Mas ele disse que também é necessária ajuda de outros países.
Representantes de Líbano, Síria, Grécia, Turquia e União Européia participam do encontro.
Especialistas em vida marinha não puderam visitar as áreas mais afetadas enquanto o conflito entre Israel e o Hezbolah continuava, mas o cessar-fogo vigente desde segunda-feira permitiu a eles realizar as primeiras avaliações no local.
Grupos ambientalistas locais disseram que parte do petróleo teria assentado no fundo do mar, ameaçando áreas de desova de atuns.
Eles também se disseram preocupados de que manchas de óleo nas praias impediriam que tartarugas verdes jovens, uma espécie ameaçada, chegassem ao mar após saírem dos ovos.