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16 de agosto, 2006 - 22h48 GMT (19h48 Brasília)

Polícia de Londres terá mais tempo para interrogar suspeitos

A polícia britânica conseguiu, nesta quinta-feira, estender o período para interrogar as 23 pessoas detidas há uma semana por suspeita de envolvimento em um suposto plano para explodir aviões que sairiam da Grã-Bretanha para os Estados Unidos.

O período inicial que foi dado à polícia para interrogar os suspeitos terminou nesta quarta-feira, mas foi prorrogado pela Justiça britânica.

A polícia poderá interrogar 21 dos suspeitos até o dia 23 de agosto. Os outros dois precisam ser ouvidos até o dia 21.

De acordo com o Ato de Prevenção ao Terrorismo de 2006, um suspeito de atividade terrorista pode permanecer detido por até 28 dias sem acusação formal.

Jovens muçulmanos

A maioria dos suspeitos é formada por jovens muçulmanos britânicos. Na semana passada, 24 pessoas foram presas em operações realizadas em Londres, na cidade de High Wycombe (a noroeste de Londres) e Birmingham.

Uma delas foi liberada sem acusações na noite de sexta-feira, mas outra pessoa foi detida nesta terça-feira, em Thames Valley.

Acredita-se que até 17 pessoas tenham sido detidas no Paquistão ligadas ao suposto plano. O governo paquistanês diz que dois cidadãos britânicos com ascendência paquistanesa estão entre os detidos.

Segundo as autoridades paquistanesas, um dos britânicos, Rashid Rauf, teria ligações com a al-Qaeda. Detalhes sobre o outro britânico não foram divulgados.

Rauf teria tido um papel central no planejamento da operação e teria sido o elo de comunicação entre a al-Qaeda e as pessoas que supostamente realizariam o ataque na Grã-Bretanha.

A inteligência paquistanesa acredita que o papel de Rauf era coordenar a operação em nome de uma personalidade importante da al-Qaeda, que seria o idealizador do plano.

O Ministério do Exterior do Paquistão disse que ainda não recebeu um pedido da Grã-Bretanha para extraditar Rauf.

Em uma entrevista concedida nesta quarta-feira, o ministro do Interior britânico, John Reid, recusou-se a confirmar se o país está pedindo a extradição de suspeitos - dois britânicos e cinco paquistaneses - do Paquistão, mas expressou "gratidão" a Islamabad por seu papel na investigação.