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15 de agosto, 2006 - 21h27 GMT (18h27 Brasília)

Museu no Irã exibe charges sobre o Holocausto

Mais de 200 charges sobre o Holocausto estão em exposição em um museu de Teerã, a capital iraniana.

Uma competição para escolher as charges da mostra foi lançada em fevereiro, em resposta às caricaturas do profeta Maomé publicadas por jornais europeus.

Na época, a publicação das charges causou protestos de muçulmanos em todo o mundo.

Mais de 1,2 mil desenhos - de diversos países, como Estados Unidos, Indonésia e Turquia - competiram na mostra.

Uma das charges mostra a Estátua da Liberdade segurando um livro sobre o Holocausto com uma das mãos e fazendo uma saudação nazista com a outra.

Os organizadores da mostra - a Associação Iraniana de Charges e o jornal Hamshahri - dizem que estão testando o compromisso do mundo ocidental com a liberdade de expressão.

"Você vê eles permitindo que o profeta seja insultado. Mas quando nós falamos sobre o Holocausto, eles consideram esse assunto tão sagrado, que punem qualquer um que questiona os fatos", disse o organizador Masoud Shojai.

O Memorial Yad Vashem, o museu do Holocausto em Israel, criticou a exposição.

"O Irã, uma nação que tem pretensões nucleares, e cujo presidente já fez comentários genocidas contra Israel, é um sinal de perigo, não apenas para Israel, mas para todas as nações esclarecidas", disse a entidade, em nota.

No ano passado, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Holocausto é um "mito" e que Israel deveria ser "limpado do mapa".