14 de agosto, 2006 - 00h41 GMT (21h41 Brasília)
O sindicalista venezuelano Carlos Ortega, um dos mais radicais adversários do presidente Hugo Chávez, escapou da prisão em que estava detido, informou neste domingo o procurador-geral da Venezuela, Isaías Rodríguez.
Ortega, que continua na presidência da Confederação dos Trabalhadores Venezuelanos (CTV), a principal entidade trabalhista do país, havia sido condenado a 16 anos de cadeia por promover agitações durante a greve geral de 2002, que durou mais de dois meses.
Como medida de precaução, a polícia reforçou o patrulhamento em aeroportos e embaixadas, para evitar que o sindicalista saia do país ou peça asilo político.
Ortega havia sido preso em março, depois de retornar à Venezuela da Costa Rica, onde havia ido pedir refúgio.
Ele escapou com três outros militares presos por envolvimento com grupos paramilitares antigoverno, disse o procurador.
O líder político de 59 anos estava detido na prisão militar de Ramo Verde, a 40km de Caracas.
Em dezembro de 2002 e janeiro de 2003, ele foi um dos cabeças do locaute que parou a Venezuela por 63 dias e trouxe muitos prejuízos à economia.
Desde então, a Venezuela enfrenta o desafio de reduzir o grau de radicalismo político, que atingiu o ápice durante um fracassado golpe de Estado contra o presidente Chávez, em abril de 2002.
Isaías Rodríguez disse que não descarta a hipótese de ter havido ajuda de autoridades para que Ortega escapasse.
O advogado dele, Carlos Roa, se disse "surpreso" pela notícia.