14 de agosto, 2006 - 15h31 GMT (12h31 Brasília)
Pelo menos 255 pessoas já morreram com a passagem do tufão Saomai pelo sudeste da China.
A tempestade é a mais forte a atingir o país nos últimos 50 anos.
Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, outras 160 pessoas estão desaparecidas nas Províncias de Fujian, Zhejiang e Jiangxi.
No município de Fuding, 138 pessoas morreram, a maioria pescadores que insistiram em permanecer em seus barcos durante a tempestade da última semana. Muitas das mortes ocorreram no porto de Shacheng.
O Saomai, o oitavo tufão a atingir a China nesta estação, provocou ventos fortes e chuvas torrenciais.
"O vento foi tão forte que virou muitos navios, e um grande número de pessoas foram mortas ou estão desaparecidas", afirmou a agência Xinhua.
No domingo, 97 corpos foram encontrados nos arredores de Shacheng. Um morador disse à agência de notícias France Presse que as pessoas estavam alugando barcos para procurar familiares desaparecidos.
"Eles navegam até os cadáveres na água e viram os corpos para ver se reconhecem os rostos", disse.
Destruição
Shacheng faz divisa com o condado de Cangnan, em Zhejiang, ponto onde o Saomai chegou à costa chinesa, na última quinta-feira.
Na região, 43 pessoas morreram, 41 delas após a queda de estruturas de concreto sob as quais se abrigavam.
Um homem disse que perdeu oito membros de sua família.
"Depois que algumas casas desabaram, nós chamamos a polícia e eles (os policiais) nos disseram para ir para outro prédio de concreto", disse à agência Reuters um homem identificado apenas pelo sobrenome, Yang.
"Quando aquele prédio também desabou, famílias inteiras morreram", afirmou o homem.
A passagem do Saomai destruiu mais de 50 mil casas e provocou um prejuízo de pelo menos US$ 1,4 bilhão, de acordo com estimativas oficiais.
Aproximadamente 20 mil soldados e policiais paramilitares foram convocados para ajudar nos trabalhos de recuperação.
Antes do Saomai - batizado com o nome do planeta Vênus em vietnamita -, o tufão Prapiroon matou cerca de 80 pessoas na China, e a tempestade tropical Bilis foi responsável por mais de 600 mortes em julho.
Tufões e tempestades tropicais são comuns na região entre julho e outubro, mas neste ano têm sido mais frequentes que o normal.