10 de agosto, 2006 - 21h38 GMT (18h38 Brasília)
O coordenador das operações humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU), Jan Egeland, criticou Israel e o Hezbollah nesta quinta-feira por não permitirem a chegada de ajuda ao sul do Líbano.
"É realmente uma vergonha. Não temos conseguido acesso às populações sitiadas do sul do Líbano por dias", disse ele.
O coordenador de Emergências do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Zlatan Milisic, também pediu para que ambos os lados permitam o acesso na região.
"Nossa operação é como um paciente sem oxigênio, correndo o risco de paralisia e à beira da morte", disse ele.
Esgotamento
Milisic disse que cerca de 100 mil pessoas se encontram isoladas ao sul do rio Litani.
A porta-voz do programa da ONU, Christiane Berthiaume, disse que os suprimentos alcançaram a cidade de Sidon na quarta-feira, mas os militares israelenses não deram permissão para a passagem de um comboio que rumava para Nabatiyeh, ao norte do rio.
A organização assistencial Médicos Sem Fronteiras alertou que os hospitais no sul do Líbano estão esgotando seus estoques de comida, combustível e remédios.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) iniciou nesta quinta-feira uma operação aérea para prover assistência humanitária ao Líbano com um vôo levando suprimentos para Beirute.
Um segundo vôo foi obrigado a retornar para a Jordânia por questões de segurança.