09 de agosto, 2006 - 12h58 GMT (09h58 Brasília)
O presidente francês Jacques Chirac afirmou nesta quarta-feira que a resolução que está sendo esboçada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito no Líbano deve levar em consideração as preocupações do governo libanês.
“Penso que é normal que levemos em consideração soluções propostas em particular pelas partes envolvidas no conflito”, disse ele. “Temos que levá-las em consideração.”
Chirac se referia ao fato de que o Líbano e países da Liga Árabe rejeitaram o primeiro esboço de resolução da ONU e pediram alterações no documento.
O Conselho de Segurança da ONU, porém, permanece dividido sobre uma versão final para o texto.
Divisões
Chirac falou à imprensa após uma reunião de emergência, em Paris, com o primeiro-ministro e com os ministros das Relações Exteriores e da Defesa.
O francês também disse que os norte-americanos ainda parecem “relutantes em aprovar o esboço de resolução”.
Chirac disse que seria “imoral” se a comunidade internacional abandonasse agora a tentativa de chegar a um acordo de cessar-fogo.
Até agora, Estados Unidos e França têm trabalhado em conjunto na ONU para redigir uma resolução que ponha fim à crise.
Mas, segundo correspondentes internacionais, os países estão divididos sobre como especificamente incluir as reivindicações libanesas na resolução.
O governo libanês quer que o texto peça - além de um cessar-fogo imediato - a retirada também imediata das tropas de Israel do sul do Líbano.
Correspondentes dizem que a resolução da ONU ainda pode ser votada até sexta-feira.
Até lá, porém, espera-se um aumento das operações militares de Israel no Líbano.