09 de agosto, 2006 - 11h49 GMT (08h49 Brasília)
Gustavo Arcos, um dissidente e ex-colega do presidente cubano, Fidel Castro, morreu de pneumonia aos 79 anos, na terça-feira, de acordo com oposicionistas cubanos.
Arcos lutou ao lado do líder cubano no ataque que marca o início da revolução de 1959, mas passou a criticar o governo mais tarde por achá-lo autoritário.
O dissidente foi o fundador da Comissão Cubana para Direitos Humanos, um dos primeiros grupos de oposição a surgir na ilha caribenha.
"Ele era um dos homens mais respeitados do movimento por direitos humanos em Cuba", afirmou o ativista Carlos Menendez à agência de notícias Associated Press.
No ataque que marcou o início da revolução cubana, a tentativa de tomar o quartel de Moncada, liderada por Fidel em 1953, Arcos foi baleado nos quadris e ficou parcialmente paralítico.
Dinheiro e armas
O grupo rebelde de Fidel acabou preso, mas foi anistiado mais tarde. Arcos, então, viajou pela América Latina para levantar dinheiro e armas para uma nova tentativa de derrubar o ditador Fulgêncio Batista.
Depois da revolução de 1959, Arcos foi nomeado embaixador do país na Bélgica, mas ficou desiludido com o governo. Ele teria lamentado o rumo comunista dado a Cuba, já que preferiria a ideologia nacionalista inicial.
Já na oposição, Arcos foi preso diversas vezes, em uma delas, ao tentar sair ilegalmente do país.
Na semana passada, Fidel Castro, que tem a mesma idade de Arcos, passou o poder temporariamente a seu irmão Raúl, por problemas de saúde.