08 de agosto, 2006 - 21h11 GMT (18h11 Brasília)
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reuniu com representantes da Liga Árabe sobre a crise do Líbano.
A delegação da Liga Árabe está pressionando para que o Conselho apóie a proposta libanesa para o plano de paz, que prevê a retirada das forças israelenses do sul do Líbano.
O enviado libanês, Tarek Mitri, disse que a resolução apresentada pelos Estados Unidos e pela França não é viável, porque ainda não exige a suspensão de hostilidades de Israel contra o Líbano.
Franceses e americanos não querem grandes mudanças no texto a ser votado.
O ministro do exterior do Qatar, Hamad Bin Jabr Al-Thani, disse que era triste ver o Conselho de Segurança impotente, enquanto a violência no Líbano seguia aumentando.
Al-Thani também alertou para o Conselho não aprovar uma resolução “inviável”.
O embaixador israelense, Dan Gillerman, respondeu dizendo que é preciso “confrontar e derrotar aqueles que ameaçam a região”.
Gillerman acusou o Hezbollah de transformar a cidade de Tiro num reduto de atividades terroristas.
A proposta libanesa de estacionar 15 mil soldados do seu próprio exército no sul do país para controlar as atividades do Hezbollah foi bem recebida pela França.
O premiê israelense, Ehud Olmert, descreveu a proposta como sendo interessante, mas que era necessário verificar sua viabilidade.