07 de agosto, 2006 - 18h16 GMT (15h16 Brasília)
O governo libanês criticou nesta segunda-feira a proposta de resolução da ONU por não pedir um cessar-fogo imediato para o conflito entre Israel e o Hezbollah.
Embora a resolução peça pelo "fim das hostilidades", poucos correspondentes acreditam que ela vá impedir a continuidade da violência.
As críticas foram feitas pelo primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, que quer, além do cessar-fogo, a inclusão da retirada das tropas israelenses do Líbano na resolução.
A Síria e o Irã já haviam declarado apoio à posição libanesa. Os demais países árabes presentes em um encontro em Beirute, nesta segunda-feira, também se manfiestaram favoráveis à proposta do Líbano.
Temores
Os países árabes decidiram enviar uma delegação de três diplomatas para a ONU para argumentar a favor da proposta libanesa.
Apesar disso, Roger Hardy, analista da BBC para o Oriente Médio, avalia que Siniora se encontra em uma situação frágil, especialmente porque não tem o poder de impor sua vontade ao Hezbollah e não pode defender nada diferente do que o próprio grupo defende.
Para Hardy, os árabes suspeitam que a resolução da ONU vá permitir que Israel continue os ataques sob o pretexto de estar se defendendo.
A votação da resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o conflito entre Israel e o Hezbollah está atrasada devido a exigências feitas pelos representantes do Líbano.
Atraso
Correspondentes internacionais dizem que a votação não deve ocorrer antes da terça-feira.
O Líbano não tem capacidade para impedir a votação da resolução, pois não possui assento no Conselho de Segurança.
Os Estados Unidos estão pressionando para que a votação seja concluída rapidamente.
Os franceses, que estão em contato com o governo libanês, disseram estar atentos para as reivindicações, mas também são cautelosos sobre mudanças no plano esboçado até agora.
O texto atual da resolução prevê o fim imediato da violência e estabelece parâmetros para o envio de uma força multinacional de paz ao sul do Líbano.
Autoridades israelenses têm manifestado apoio à resolução.