04 de agosto, 2006 - 16h04 GMT (13h04 Brasília)
Um bombardeio aéreo israelense nesta sexta-feira na fronteira nordeste do Líbano, perto da Síria, matou 23 pessoas e feriu mais de 30, de acordo com autoridades libanesas.
O governo libanês afirma que as vítimas eram agricultores, que tiveram que ser levados para hospitais na Síria após o ataque.
O ataque foi um dos vários que ocorreram nesta sexta. As forças de Israel também realizaram bombardeiros em outras partes do país vizinho, destruindo pontes em uma região eminentemente cristã no norte de Beirute. De acordo com as autoridades libanesas, nesses ataques morreram pelo menos outros quatro civis libaneses, e as principais rotas de ajuda para a cidade foram cortadas.
As ações de Israel não impediram, porém, que o grupo militante Hezbollah mantivesse sua campanha, disparando mais de 40 foguetes contra alvos israelenses em apenas meia hora - os ataques deixaram pelo menos uma israelense morto e outro gravemente ferido no povoado de Mughar.
Mais confrontos
No sul do Líbano, as tropas israelenses intensificaram os seus ataques e fizeram avanços por terra. Nos combates pelo menos dois soldados de Israel morreram. O tanque que eles estavam foi atingido por um projétil antitanque.
Não há informações sobre eventuais mortes do lado do Hezbollah.
Os confrontos em território libanês tem aumentado nos últimos dias e o Exército israelense já recebeu ordens para se preparar para um possível avanço em território libanês.
Israel já tem cerca de 10 mil soldados na região da fronteira em território libanês.
O Exército poderia avançar além do rio Litani, a cerca de 30 quilômetros ao norte da fronteira entre os dois países, em perseguição aos membros do Hezbollah.
Israel diz que o seu objetivo com a possível incursão dentro do Líbano é forçar os guerrilheiros do Hezbollah a recuarem e abrir caminho para uma possível força internacional patrulhar a área.
Segundo o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, mais de 900 libaneses - a maioria civis - morreram desde o começo da ofensiva israelense, no dia 12 de julho.
Um quarto da população - um milhão de pessoas - foi deslocado, ainda segundo o governo libanês.
Do lado de Israel, pelo menos 27 civis e 40 soldados morreram.
A campanha israelense foi lançada depois que militantes do Hezbollah capturaram dois soldados de Israel.