04 de agosto, 2006 - 04h04 GMT (01h04 Brasília)
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, disse no Haiti que foi feito muito para melhorar a situação de segurança no país caribenho, mas repetiu seu pedido para que tropas da organização permaneçam em território haitiano por mais um ano.
A missão, de quase 9 mil soldados de paz, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, deve terminar dentro de duas semanas.
A Minustah (Missão de Estabilização da ONU no Haiti) é comandada por brasileiros, e foi enviada ao país em fevereiro de 2004.
Seu objetivo era restaurar a ordem após a derrubada do então presidente Jean-Bertrand Aristide, que deixou o governo em meio a uma violenta rebelião.
Em entrevista à agência de notícias EFE, o general brasileiro Augusto Heleno Ribeiro, comandante da Minustah em 2004 e 2005, defendeu a necessidade de manter o nível atual de tropas internacionais, mas recomendou que se leve em conta também os aspectos "políticos, sociais, ecológicos e militares" do país para o sucesso da missão.
Polícia
Nesta sua primeira visita ao Haiti, Annan pediu a prorrogação da permanência das tropas por mais do que os tradicionais seis meses por ser necessária uma solução de longo prazo no país.
Segundo ele, a polícia precisa de equipamento e uma melhor formação.
O país viu uma redução de seqüestros e distúrbios depois das eleições de fevereiro, mas o quadro reverteu nos últimos meses.
O presidente do Haiti, René Préval, disse que a missão da ONU trouxe benefícios, mas ainda há insegurança, gangues armadas, aumento no preço de combustíveis, desemprego, fome e a necessidade de reconstrução do país.
No mês passado, doadores internacionais prometeram US$ 750 milhões para o fundo de recuperação econômica do Haiti no próximo ano fiscal.
A força de paz da ONU, que conta com 9 mil soldados