04 de agosto, 2006 - 17h31 GMT (14h31 Brasília)
A mídia estatal cubana criticou nesta sexta-feira o pedido do presidente norte-americano George W. Bush por mudanças democráticas em Cuba.
O canal de televisão do governo chamou as declarações de Bush de "epítome do delírio".
Bush pediu mudanças em Cuba após o anúncio, na segunda-feira, de que o presidente cubano Fidel Castro se afastou do poder devido a problemas de saúde.
Fidel, que tem 79 anos, passou temporariamente o poder para seu irmão Raul Castro.
"A única forma de aplicar o plano de Bush para mudança de regime em Cuba é através da força, e isso não vai funcionar", disse, na televisão, o editor do jornal Juventud Rebelde, Rogelio Polanco.
"Raul está firme no controle da nação e das Forças Armadas, que têm um histórico de combate e experiência internacional. Não se enganem", disse Polanco.
O principal jornal estatal de Cuba também destacou que Raul está no comando do país. O diário publicou nesta sexta-feira uma foto de Raul quando jovem, aos 22 anos, sendo preso nos primeiros anos da Revolução Cubana.
O jornal lembra atos heróicos de Raul. Sobre os comentários de Bush, o periódico diz que "transição não está no vocabulário dos cubanos".
O correspondente da BBC em Havana diz que há rumores em Cuba de que Raul ainda não apareceu publicamente para dar tempo à população se acostumar com a idéia de uma mudança na liderança.
Os Estados Unidos mantêm um embargo contra Cuba desde 1962.