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03 de agosto, 2006 - 08h09 GMT (05h09 Brasília)

Fidel está 'alerta', diz presidente do Parlamento

O presidente de Cuba, Fidel Castro, está “muito vivo e muito alerta” após a operação que sofreu no intestino, segundo o presidente do Parlamento cubano.

Ricardo Alarcón disse a uma rádio americana que havia encontrado com Fidel na terça-feira e discutido com o líder o impacto de seus problemas de saúde para o país.

Fidel passou o poder temporariamente ao seu irmão, Raúl, ministro da Defesa, na segunda-feira. Esta foi a primeira vez desde 1959 que Fidel deixa o poder.

Nenhum dos dois foi visto em público desde então.

Correspondentes dizem que a situação em Cuba é calma, mas que a segurança foi aumentada.

A Casa Branca, por sua vez, advertiu os cubanos a não tentarem cruzar o mar entre a ilha e os Estados Unidos.

"Falante, como sempre"

Em sua entrevista à rádio Democracy Now, Alarcón disse ter falado com o presidente, de 79 anos, na segunda e na terça-feira.

“Ele está perfeitamente consciente, falante como sempre”, disse.

“Falamos por pouco mais de meia hora sobre muitas coisas que estão acontecendo no mundo e sobre o impacto que seu anúncio teve.”

O presidente do Parlamento disse esperar que Fidel tenha “um período normal de recuperação” após a cirurgia.

Segundo o correspondente da BBC em Havana Stephen Gibbs, o paradeiro de Raúl Castro é uma pergunta que começa a ser feita nas ruas de Havana.

Apesar de o ministro da Defesa estar exercendo a Presidência desde a noite de segunda-feira, ele ainda não fez aparições públicas nem soltou comunicados.

Fidel no comando

A maioria dos cubanos, como observa Gibbs, ainda crê que seu irmão mais velho, Fidel, ainda está no controle, apesar de estar se recuperando da cirurgia.

Na noite de terça-feira, a TV cubana transmitiu um comunicado assinado por Fidel em que ele dizia se sentir “bem’, mas que seu estado de saúde era um “segredo de estado”.

O comunicado expressou ainda gratidão pelas manifestações de apoio que ele recebeu de toda parte do mundo e pediu aos cubanos que mantenham suas rotinas diárias.

“Todos precisam lutar e trabalhar”, diz o comunicado.