02 de agosto, 2006 - 04h14 GMT (01h14 Brasília)
As forças israelenses capturaram vários combatentes do Hezbollah durante uma ofensiva na cidade libanesa de Baalbek, no leste do Líbano, de acordo com o Exército israelense.
As autoridades deram poucos detalhes sobre a operação, mas uma porta-voz militar disse à agência de notícias Reuters que os militantes capturados foram levados para Israel.
A operação neste reduto do Hezbollah, mais de cem quilômetros ao norte da fronteira israelense, começou com bombardeios.
Soldados israelenses que chegaram de helicóptero e entraram em um hospital perto da cidade, foram cercados por combatentes do movimento.
Pesados combates se seguiram, e caças israelenses lançaram foguetes contra forças do Hezbollah em volta do hospital.
As forças de Israel também continuam operando no sul do Líbano, com o objetivo de estabelecer o que as autoridades do país chamam de "zona de segurança".
A iniciativa foi tomada depois que o gabinete israelense aprovou por unanimidade na terça-feira a ampliação da ofensiva no país vizinho.
Combates também prosseguem no sul do Líbano, onde três soldados israelenses morreram em combates com o Hezbollah.
'Batalha vencida'
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o seu país está "vencendo" a batalha contra o Hezbollah.
Falando em Glilot, perto de Tel Aviv, Olmert afirmou que um processo político está avançando e que no fim "levará a um cessar-fogo sob condições completamente diferentes das de antes".
Ele admitiu que Israel não vai acabar com todos os mísseis do Hezbollah, mas afirmou: "Essa ameaça não será mais o que era. Eles nunca mais vão poder ameaçar as pessoas contra quem lançaram mísseis".
Duas semanas
O ministro da Infra-Estrutura de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, disse à rádio do Exército israelense que seriam necessários entre dez dias e duas semanas para "completar o trabalho e com isso eu quero dizer que a área na qual queremos tropas internacionais deve estar limpa do Hezbollah".
A mídia israelense tem noticiado que o Exército vai tentar fazer com que os militantes do Hezbollah recuem até o rio Litani, que fica a 30 quilômetros da fronteira com Israel.
O Exército tem pedido que os moradores ao norte do rio deixem suas casas antes que a ofensiva chegue até lá.
Depois de quase três semanas de combates, cerca de 750 pessoas - em sua maioria civis - morreram no Líbano, de acordo com o Ministério da Saúde do país.
Ministros israelenses falam que entre 300 e 400 militantes do Hezbollah foram mortos desde o início da ofensiva, enquanto o grupo xiita fala em 43, de acordo com a agência Reuters.
Um total de 51 israelenses, incluindo pelo menos 18 civis, foram mortos pelo Hezbollah nesse período.