A cidade de Nova York, nos Estados Unidos, está passando por uma situação de emergência, devido às altas temperaturas registradas neste verão.
A onda de calor vem castigando a cidade esta temporada, em especial nos últimos dois dias.
O prefeito Michael Bloomberg fez um apelo aos moradores para que poupem energia elétrica, ajudando a evitar blecautes como os registrados no mês passado.
Foram abertos 383 "centros de resfriamento" pela cidade e o horário das piscinas públicas foi estendido para 20h.
"Está miseravelmente quente lá fora e está muito difícil para todos", disse o prefeito Bloomberg, ao anunciar um pacote de medidas para amenizar o calor.
"Esta onda de calor é perigosa. Mais do que desconfortável, ela pode ameaçar vidas."
Muitas lâmpadas públicas que iluminam parques e monumentos foram desligadas, como parte do esforço para economia de energia. Houve restrição ao uso de elevadores em alguns prédios públicos.
O gabinete do prefeito também emitiu um guia para a população sobre o uso de ar-condicionado em casas. A orientação é para que o aparelho não seja ligado com configuração abaixo de 25 graus e que nunca seja usado em peças vazias.
Operadores de companhias de energia elétrica disseram ser possível atender o aumento da demanda por energia. No mês passado, milhares de pessoas ficaram sem luz na vizinhança do Queens.
Costa leste
A onda de calor, que veio da Califórnia para a costa leste, também está atingindo as cidades de Filadélfia e Washington.
Na Califórnia, as temperaturas baixaram, depois de a onda de calor de 15 dias ter provocado blecautes e 136 mortes.
A previsão do tempo para Filadélfia, Nova York e Washington era de 38 graus na quarta-feira.
A sensação térmica - que combina a humidade do ar com a temperatura - podia chegar a 46 graus.
"Se as pessoas não se precaverem, podemos assistir a um alto número de fatalidades", afirmou o meteorologista Gary Conte para a agência de notícias Reuters.
Segundo ele, Nova York não enfrenta uma onda de calor com essa intensidade desde 1999.