31 de julho, 2006 - 17h56 GMT (14h56 Brasília)
O primeiro-ministro isralense, Ehud Olmert, afirmou nesta segunda-feira que não vai haver cessar-fogo na ofensiva de Israel contra o Hezbollah nos próximos dias, além de dizer que "lamenta a dor" causada aos libaneses.
Olmert disse que a guerra só vai acabar quando a ameaça de ataques com mísseis do Hezbollah tiver sido eliminada e os soldados capturados pelo grupo tiverem sido libertados.
"Estamos determinados a vencer este conflito. Não desistiremos do nosso objetivo de vivermos livres do terror", afirmou o primeiro-ministro de Israel.
De acordo com o líder israelense, as tropas de Israel continuarão a batalha no Líbano pelo ar, pelo mar e por terra.
Qana
O discurso do primeiro-ministro foi feito no dia seguinte ao intenso bombardeio a um prédio residencial na cidade de Qana, que deixou mais de 50 civis mortos.
Por causa das pressões americanas depois da operação israelense, o governo de Olmert chegou a decretar uma trégua de 48 horas para os bombardeios aéreos.
Ainda nesta segunda-feira, em uma mensagem ao povo libanês, Olmert disse que Israel "lamenta a dor causada", mas disse que não iria se desculpar pela operação militar contra o Hezbollah.
"Cidadãos do Líbano, lamentamos a dor que lhes causamos, e o fato de que vocês tiveram de deixar as suas casas e também as mortes de inocentes", disse o primeiro-ministro.
"Mas não vamos nos desculpar diante daqueles que puseram um ponto de interrogação no direito de existir de Israel", concluiu.